TAMBOR DE CRIOULA
CRIOULA DRUM
São Paulo BRASIL, 2014
Tambor de Crioula do grupo paulistano Flor D'aroeira
 Tambor de Crioula ou Punga é uma dança de origem africana praticada por descendentes de escravos africanos no estado brasileiro do Maranhão, em louvor a São Benedito — um dos santos mais populares entre os negros—, marcada por muito movimento dos brincantes e muita descontração. 
Um brincante puxa a toada de levantamento que pode ser uma toada já existente ou improvisada. Em seguida, o coro, integrado pelos instrumentistas e pelas mulheres, acompanha, passando esse canto a compor o refrão para os improvisos que se sucederão. Os temas, puxados livremente em toadas, podem ser classificados como de auto-apresentação, louvação aos santos protetores, sátiras, homenagem às mulheres, desafio de cantadores, fatos do cotidiano e despedida. A coreografia da dança apresenta vibrantes formas de expressão corporal, principalmente pelas mulheres que ressaltam, em movimentos coordenados e harmoniosos, cada parte do corpo (cabeça, ombros, braços, cintura, quadris, pernas e pés). As dançantes se apresentam individualmente no interior de uma roda formada por um grupo de vários brincantes, incluindo dirigentes, dançantes, cantadores e tocadores. 
Os motivos que levam os grupos a dançarem o tambor de crioula são variados podendo ser: pagamento de promessa para São Benedito, festa de aniversário, chegada ou despedida de parente ou amigo, comemoração pela vitória de um time de futebol, nascimento de criança, matança de bumba-meu-boi, festa de preto velho ou simples reunião de amigos. Não existe um dia determinado no calendário para a dança, que pode ser apresentada, preferencialmente, ao ar livre, em qualquer época do ano. Atualmente, o tambor de crioula é dançado com maior freqüência no carnaval e durante as festas juninas. A dança não requer ensaios. Originalmente não exigia um tipo de indumentária fixa, mas nos dias atuais a dança pode ser vista com as brincantes vestidas em saias rodadas com estampas em cores vivas, anáguas largas com renda na borda e blusas rendadas e decotadas brancas ou de cor. Os adornos de flores, colares, pulseiras e torços coloridos na cabeça terminam de compor a caracterização da dançante. Os homens trajam calça escura e camisa estampada.A animação é feita com o canto puxado pelos homens com o acompanhamento das mulheres.
Da roda, participam também os acompanhantes do tambor. Todos acompanham o ritmo com palmas. O tambor de crioula apresenta coreografia livre e variada. A brincante que está no centro é responsável pela demonstração coreográfica principal, mostrando sua forma individual de dançar. No centro da roda, os movimentos são mais livres, mais intensos e bem acentuados, seguindo o compasso dos tocadores. A dança apresenta uma particularidade: a punga. Entre as mulheres, se caracteriza como um convite para entrar na roda. Quando a brincante está no centro e quer sair, avança em direção a outra companheira, aplicando-lhe a punga, que consiste no toque com a barriga. A que estiver na roda vai para o centro para continuar a brincadeira.
Toda a marcação dos passos da dança é feita por um conjunto de tambores que os brincantes chamam de parelha. São três tambores nos tamanhos pequeno, médio e grande, feitos de troncos de mangue, pau d'arco, soró ou angelim. Um par de matracas batidas no corpo do tambor grande auxilia na marcação. O tambor pequeno é conhecido como crivador ou pererengue; o médio é chamado de meião, meio ou chamador e o grande recebe, entre os tocadores, os nomes de roncador ou rufador.
Tambor de Crioula
Os tambores são bastante rústicos, feitos manualmente de troncos cortados nos três tamanhos e trabalhados exteriormente com plainas para que a parte superior fique mais larga que a inferior. Internamente, o tronco é trabalhado a fogo com o auxílio de instrumentos de ferro para que fique oco. A cobertura do tambor é feita com o couro de boi, veado, cavalo ou tamanduá. Depois da cobertura, é derramado azeite doce no couro que fica exposto ao sol para enxugar e atingir o "ponto de honra", quando é considerado totalmente pronto. Durante a dança, os tambores são esquentados na fogueira para que tenham afinação perfeita. 
— A punga: entre as mulheres, se caracteriza como um convite para entrar na roda. Quando a brincante está no centro e quer sair, avança em direção a outra companheira, aplicando-lhe a punga, que consiste no toque com a barriga. A que estiver na roda vai para o centro para continuar a brincadeira.
Em 2007, o Tambor de Crioula ganhou o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasil.
(Inglês)

Tambor de Crioula - Crioula Drum
Tambor de Crioula or Punga is a dance of African origin practiced by descendants of African slaves in the Brazilian state of Maranhão, in honor of São Benedito, one of the most popular saints among blacks. It is a joyful dance, movement marked by very brincantes and much fun. The reasons that lead groups to dance the tambor de crioula are varied and may be: promise for payment of São Benedito, birthday party, farewell or arrival of a relative or friend, celebrating the victory of a football team, child birth, kill of bumba- meu-boi, or preto velho party and also meeting friends .

Not a given in the calendar for the dance, which can be presented preferably any time of the year day. Currently, the tambor de crioula is most often danced at carnival and during the month of the June, in june's holidays. The dance does not require testing. Originally did not require a type of fixed attires but now a days can be seen dancing with revelers dressed in skirts with prints in vivid, wide petticoat with lace on the edge and low-cut blouses with lacy in white color. The adornments of flowers, necklaces, bracelets and  colored head finishing, all for composing featuring the dance. Men costume printed shirt and dark pants.The animation is done with the corner pulled by men to the accompaniment of women. A brincante pulls the toada of survey which may be an existing or improvised toada. Then the choir, made up of musicians and women, accompanies, from this chant to compose the chorus for improvisations that will follow. The themes, toadas pulled freely, can be classified as self-presentation, laudation the protector saints, satire, homage to women, challenge folk singers, daily facts and farewell.The dance choreography features vibrant forms of body expression, mainly by women, which highlight in coordinated and harmonious movements, each body part (head, shoulders, arms, waist, hips, legs and feet ). The dances are presented individually within a circle formed by a group of several revelers, including directors, dancing, singers and players. Of the wheel, also participate accompanying drum. All keep pace with palms. The Tambor de Criola has free and varied choreography. The brincante at the center is responsible for the main choreographic statement showing your individual way of dancing. In the center of the wheel, the movements are freer, more intense and well accented, following the compass of players. The dance has a special feature: a punga. Among women, it is characterized as an invitation to join the circle. When brincante is in the center and wants to leave, advances toward another companion, applying his Punga, consisting in touch with the belly. What is the wheel goes to the center to continue playing.Marking all the steps of the dance is done by a set of drums that brincantes call team. Three drums in small, medium and large sizes, made ​​of mangrove trunks, pau d'arco, serum or angelim. A pair of wooden clappers beats the big drum in the body helps in marking dance and rhythm. The small drum is known as acrivador or pererengue, the average is called meião, medium or large, and the caller receives among the players, names of the rufador or the roncador.The drums are quite rustic, made ​​of logs manually cut in three sizes and worked externally with planes so that the top is wider than the bottom. Internally the trunk is crafted fire with the aid of iron tools to make it hollow. The drum cover is made with leather ox, deer, horse or anteater. After the cover is poured sweet oil in leather is exposed to the sun to dry and reach the " point of honor ", when it is considered fully ready. During the dance, the drums are warmed at the stake for having perfect pitch.In 2007 , thetambor de crioula won the Brazilian title of Intangible Cultural Heritage.
#CULTURA POPULAR WIP - WORK IN PROGRESS
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